O Macro e o Micro: Como sustentar a essência em tempos de transição? 🌍✨

Vivemos em tempos onde o turbilhão dos acontecimentos globais parece invadir a nossa esfera pessoal a todo o momento. Muitas vezes, olhamos para as notícias, para a geopolítica e para os grandes movimentos globais como algo distante, algo que acontece "lá fora". Tentamos, por vezes, criar barreiras, acreditando que estamos isolados dessas grandes ondas de transformação.

Mas a verdade sistémica é inegável e profunda: no nosso sentir, podemos acessar a informação da totalidade pelo nosso ser. Não somos ilhas isoladas; somos células de um corpo maior. Tudo o que acontece no macro reverbera no nosso ser, internamente, e manifesta-se na nossa vida quotidiana, nas nossas relações e no nosso bem-estar.

"O acessar o processo e a mudança é de dentro pra fora."

Estamos a viver um momento histórico de mudanças abruptas não vistas há gerações. Antigos limites, fronteiras que pareciam imutáveis e certezas que nos davam segurança dissolvem-se sem uma percepção clara do que virá a seguir. É natural que este cenário gere insegurança, medo ou uma profunda desorientação.

Uma Transição Planetária

No entanto, sob uma ótica espiritual e sistémica, podemos ver este movimento não como um fim, mas como uma transição planetária necessária. É um parto, e todo o parto envolve dor, mas também a promessa de vida nova.

Assim como o mundo natural já sofreu e sobreviveu a muitas transições climáticas e geológicas ao longo da história da Terra, as nossas consciências biológicas e orgânicas também passam por profundas adaptações. A natureza sabe evoluir; ela não resiste à mudança, ela torna-se a mudança. E a nossa consciência, como parte integrante desta natureza, é convidada a acompanhar esse fluxo, movendo-se em direção a um verdadeiro florescimento.

Não se trata apenas de sobreviver, mas de evoluir. De permitir que estruturas antigas e rígidas dentro de nós se desfaçam para dar lugar a algo mais flexível, mais conectado e mais consciente.

Como navegar nesta transição?

Diante da imensidão destas mudanças, a pergunta que surge é: como manter o equilíbrio? Como não ser arrastado pela correnteza do medo coletivo?

A resposta é, paradoxalmente, simples e desafiadora: fortalecer de dentro para fora.

É o momento de desenvolvermos uma habilidade essencial, talvez a mais importante para os tempos que virão: a de ultrapassar as sombras, o ego e as personas que criamos para sobreviver. As máscaras que usamos para nos proteger, e que talvez tenham funcionado até agora, podem tornar-se pesadas demais para esta nova etapa.

Quando conseguimos sair do ego — aquele lugar que quer controlar, que julga e que se separa —, ganhamos a capacidade de sustentar a essência. É apenas deste lugar, centrado, silencioso e essencial, que conseguimos ver a rede toda.

Ver a rede toda significa compreender o nosso lugar no grande esquema das coisas. Significa manter a serenidade e a clareza, mesmo quando o mundo à nossa volta se transforma e se agita. É tornar-se um ponto de luz e estabilidade, não por resistir à mudança, mas por estar profundamente ancorado naquilo que é eterno em nós.

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Se você sente a necessidade de encontrar este centro e fortalecer a sua estrutura interna para lidar com estes tempos, estamos aqui para caminhar ao seu lado, oferecendo um espaço de escuta e orientação sistémica.

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