Quando nos abrimos para o instante presente, percebemos que todo o medo passou. Ele se dissolve no momento em que reconhecemos que a sua fonte era apenas uma ilusão da mente separada. Sob os ruídos dos medos e conflitos que inventamos, existe um mundo real, intocado pelos nossos equívocos passados, brilhando no reflexo da luz santa do Amor.
Nesta jornada de despertar, a visão sistémica e espiritual convida-nos a olhar também para o corpo com uma nova compreensão: o corpo é uma dimensão totalmente neutra. Ele não é a nossa identidade, não é o Filho de Deus, nem é a origem de qualquer sofrimento ou pecado. O corpo é simplesmente um instrumento temporário — útil para servir ao propósito de amar, de nos comunicar e de nos encontrar no plano físico enquanto for necessário.
Ao retirarmos do corpo e das aparências a carga do medo, da doença e da culpa, libertamo-nos do peso da mortalidade. Deixamos de usá-lo como um veículo de defesa ou de ataque para usá-lo a serviço do plano de despertar. Não somos a forma passageira, mas o Amor que a habita.
Ao acolhermos o perdoar e ao enxergarmos além das formas físicas, o mundo revela-se perdoado diante dos nossos olhos. Reconhecemos que o Amor é o único estado presente, a nossa única segurança e a nossa eterna Verdade.
"Hoje reconheço que todo o medo passou e que só o amor está aqui. Olho para o meu corpo com neutralidade, vendo-o apenas como um instrumento sagrado a serviço da paz e do despertar. Solto as ilusões do passado, perdoo o mundo e descanso na certeza de que sou eterno na Mente do meu Criador."